Quem pretende colocar película nos vidros do veículo precisa ficar atento ao insulfilm permitido por lei no carro. Apesar de ser um acessório bastante comum entre os motoristas brasileiros, existem regras específicas sobre o nível de transparência, o tipo de película e os locais onde ela pode ser instalada.
O insulfilm pode melhorar o conforto dentro do automóvel, reduzir a incidência de luz solar, ajudar no controle do calor e aumentar a privacidade dos ocupantes. Porém, quando a película é muito escura ou instalada de maneira irregular, o motorista pode ter problemas durante uma fiscalização.
Um dos principais erros é acreditar que basta escolher uma película G5, G20, G35 ou G50. Na realidade, a legislação considera principalmente a transmitância luminosa do conjunto formado pelo vidro e pela película.
Por isso, antes de instalar uma película escura no carro, é importante entender quais são as regras atuais e quais vidros possuem limites diferentes.
Qual é o insulfilm permitido por lei no carro?
A principal regulamentação sobre o assunto está na Resolução CONTRAN nº 960/2022, que estabelece requisitos de segurança para os vidros dos veículos, regras de visibilidade e critérios para utilização de películas. A norma foi posteriormente alterada pela Resolução CONTRAN nº 989/2022.
Nos vidros considerados indispensáveis à dirigibilidade, como o para-brisa e as áreas envidraçadas laterais dianteiras, a transmitância luminosa do conjunto vidro e película não pode ser inferior a 70%.
Já nos vidros que não interferem nas áreas indispensáveis à dirigibilidade, a legislação permite transmitância inferior a 70%, desde que o veículo possua espelhos retrovisores externos dos dois lados.
| Local do vidro | Regra de transmitância |
|---|---|
| Para-brisa | Mínimo de 70% |
| Vidros laterais dianteiros | Mínimo de 70% |
| Vidros laterais traseiros | Podem ter transmitância inferior a 70%, observadas as condições da legislação |
| Vidro traseiro | Pode ter transmitância inferior a 70%, desde que atendidas as condições previstas na legislação |
Portanto, não existe uma única porcentagem de insulfilm que possa ser aplicada da mesma maneira em todos os vidros do carro.
O que significa G5, G20, G35 e G50 no insulfilm?
As nomenclaturas G5, G20, G35, G50 e outras semelhantes são utilizadas comercialmente para identificar o nível de escurecimento das películas automotivas.
De maneira geral, quanto menor o número, mais escura tende a ser a película. Uma película G5, por exemplo, costuma ser visualmente muito mais escura do que uma G50.
Entretanto, é importante entender que a classificação comercial da película não deve ser confundida automaticamente com a transmitância luminosa final do conjunto.
O vidro original do veículo já possui determinada capacidade de transmissão de luz. Quando uma película é instalada, o resultado final depende da combinação entre o vidro original e a película aplicada.
Por isso, não é correto afirmar simplesmente que uma película G20, G35 ou G50 é legal ou ilegal sem considerar o local onde ela será instalada e a transmitância final do conjunto.
Insulfilm G5 é permitido por lei?
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os proprietários de carros.
O simples fato de uma película ser chamada de G5 não significa que ela seja automaticamente proibida em todo o veículo. O que precisa ser analisado é a transmitância luminosa do conjunto vidro + película e o local de instalação.
Nos vidros dianteiros, uma película muito escura pode fazer com que o conjunto fique abaixo do limite mínimo de 70% exigido para as áreas indispensáveis à dirigibilidade.
Por isso, colocar uma película extremamente escura no para-brisa ou nos vidros laterais dianteiros sem verificar a transmitância final pode deixar o veículo irregular.
Nos vidros traseiros, a legislação permite níveis de transmitância inferiores a 70%, desde que sejam cumpridas as condições estabelecidas para esses vidros.
Insulfilm G20 é permitido?
A resposta depende do vidro onde a película será instalada.
Nos vidros indispensáveis à dirigibilidade, o conjunto precisa respeitar o limite mínimo de transmitância luminosa estabelecido pela legislação.
Já nos vidros que não interferem nas áreas indispensáveis à dirigibilidade, podem ser utilizadas películas mais escuras, desde que sejam observadas as demais exigências legais.
Portanto, não existe uma resposta universal dizendo que G20 é permitido ou que G20 é proibido em qualquer situação.
Insulfilm G35 é permitido?
O G35 costuma ser uma opção intermediária para motoristas que desejam reduzir a luminosidade sem deixar o veículo excessivamente escuro.
Mesmo assim, é necessário verificar o resultado final após a instalação, porque o vidro original do veículo também influencia na transmitância luminosa.
Nos vidros dianteiros, o conjunto precisa atender ao limite legal. Por isso, a melhor alternativa é procurar um instalador profissional e solicitar informações sobre a transmitância do conjunto vidro + película.
Insulfilm no para-brisa pode?
Sim. A aplicação de película não refletiva no para-brisa pode ser permitida, desde que sejam respeitadas as exigências estabelecidas pelo CONTRAN.
O para-brisa é uma área indispensável à dirigibilidade. Por isso, o conjunto vidro + película deve manter pelo menos 70% de transmitância luminosa.
Além disso, a película instalada nas áreas indispensáveis à dirigibilidade deve possuir a identificação exigida pela regulamentação, conhecida como chancela.
A chancela deve permitir a identificação do instalador e do índice de transmitância luminosa do conjunto. As informações precisam ser legíveis pelo lado externo do vidro.
Por isso, não é recomendável instalar qualquer película escura no para-brisa apenas porque ela está disponível em uma loja de acessórios.
Insulfilm nos vidros dianteiros
Os vidros laterais dianteiros também precisam de atenção especial.
Como fazem parte das áreas indispensáveis à dirigibilidade, devem respeitar o limite mínimo de 70% de transmitância luminosa.
Isso significa que uma película que pode ser utilizada nos vidros traseiros não necessariamente poderá ser utilizada nos vidros laterais dianteiros.
Uma combinação bastante utilizada é colocar uma película mais clara nos vidros dianteiros e uma película mais escura nos vidros traseiros, sempre respeitando a legislação.
Insulfilm nos vidros traseiros pode ser mais escuro?
Sim. Essa é uma das principais diferenças em relação aos vidros dianteiros.
A Resolução CONTRAN permite que os vidros que não interferem nas áreas indispensáveis à dirigibilidade tenham transmitância inferior a 70%, desde que o veículo esteja equipado com espelhos retrovisores externos dos dois lados.
É por isso que muitos veículos circulam com os vidros dianteiros mais claros e os vidros traseiros significativamente mais escuros.
Além de proporcionar mais privacidade aos passageiros, uma película mais escura na parte traseira pode ajudar a reduzir a entrada de luz solar e o aquecimento do interior do veículo.
Película refletiva é permitida no carro?
Não.
A Resolução CONTRAN nº 960/2022 proíbe a aplicação de películas refletivas nas áreas envidraçadas dos veículos.
Portanto, o motorista não deve avaliar apenas o nível de escurecimento da película. Também é necessário verificar se o material possui características refletivas.
Uma película pode apresentar boa aparência e excelente proteção solar, mas ainda assim ser irregular caso tenha característica refletiva proibida pela regulamentação.
Insulfilm com bolhas pode dar problema?
Sim.
A legislação proíbe a manutenção de películas com bolhas na área crítica de visão do condutor e nas áreas indispensáveis à dirigibilidade.
Além de representar um possível problema durante a fiscalização, as bolhas podem prejudicar a visibilidade e provocar distorções e reflexos.
O problema pode ficar ainda mais evidente durante a noite, principalmente quando a iluminação de outros veículos incide sobre o vidro.
Se a película estiver muito danificada, com bolhas, manchas ou descolamento, o ideal é procurar uma empresa especializada para fazer a substituição.
Como a fiscalização verifica o insulfilm?
A fiscalização pode utilizar um equipamento específico chamado Medidor de Transmitância Luminosa (MTL).
Esse equipamento mede a porcentagem de luz visível que atravessa o conjunto formado pelo vidro e pela película.
Isso é importante porque a avaliação não depende somente da aparência do insulfilm.
Uma película pode parecer clara a olho nu e, mesmo assim, apresentar um resultado diferente quando submetida à medição. Da mesma forma, o resultado final depende também das características do vidro original do veículo.
Por isso, o motorista que deseja evitar problemas deve solicitar ao instalador informações sobre a transmitância luminosa do conjunto.
O que é a chancela do insulfilm?
A chancela é uma identificação gravada de maneira indelével na película instalada nas áreas envidraçadas indispensáveis à dirigibilidade.
Ela deve apresentar informações relacionadas ao instalador e ao índice de transmitância luminosa existente em cada conjunto vidro-película.
De acordo com a regulamentação, essas informações devem ser legíveis pelo lado externo dos vidros.
Por isso, ao instalar película no para-brisa ou nos vidros laterais dianteiros, é importante procurar uma empresa que conheça as exigências da legislação.
Qual insulfilm escolher para não ter problemas?
Se o objetivo é colocar insulfilm no carro sem correr riscos desnecessários durante uma fiscalização, não escolha a película apenas pela aparência.
Antes da instalação, pergunte ao profissional:
- Qual é a transmitância luminosa do vidro original?
- Qual será a transmitância do conjunto depois da instalação?
- A película é não refletiva?
- A instalação atende às exigências do CONTRAN?
- A película possui a chancela exigida?
- A empresa consegue informar as características da película utilizada?
Essas informações são muito mais importantes do que simplesmente escolher entre G5, G20, G35 ou G50.
Qual é o melhor insulfilm para o carro?
A escolha da película depende das necessidades do proprietário.
Quem busca apenas reduzir a luminosidade pode optar por uma película mais clara. Já quem procura maior privacidade pode utilizar uma película mais escura nos vidros traseiros, respeitando as regras aplicáveis.
Também existem películas desenvolvidas para melhorar o conforto térmico sem necessariamente deixar o veículo extremamente escuro.
Em muitos casos, uma película de boa qualidade instalada por um profissional oferece resultado melhor do que simplesmente escolher o insulfilm mais escuro disponível.
Quais são os riscos de usar insulfilm irregular?
O uso de película em desacordo com as regras de trânsito pode resultar em autuação e nas medidas administrativas previstas para a infração constatada.
O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito prevê situações de autuação envolvendo películas sem chancela, com chancela irregular, com índice incompatível com a área envidraçada, películas refletivas ou bolhas nas áreas críticas de visão e indispensáveis à dirigibilidade.
Além da questão legal, uma película excessivamente escura pode prejudicar a segurança do motorista.
Durante a noite, por exemplo, enxergar pedestres, motociclistas, ciclistas e obstáculos pode ficar mais difícil quando os vidros estão excessivamente escuros.
Por isso, a legislação não trata apenas da aparência do veículo. Os limites também estão relacionados à segurança e à visibilidade durante a condução.
Vale a pena colocar insulfilm no carro?
Sim, desde que a instalação seja feita corretamente.
Uma boa película pode oferecer diversos benefícios, como:
- Redução da incidência direta do sol;
- Maior conforto térmico;
- Redução do excesso de luminosidade;
- Maior privacidade para os ocupantes;
- Maior conforto durante viagens;
- Redução do desconforto causado pelo brilho do sol.
O importante é encontrar um equilíbrio entre proteção solar, privacidade e visibilidade.
Como evitar problemas com o insulfilm?
Para reduzir as chances de problemas durante uma fiscalização, algumas medidas simples podem ajudar:
- Escolha uma empresa especializada em películas automotivas.
- Informe que deseja uma instalação de acordo com a legislação.
- Verifique a transmitância luminosa do conjunto vidro + película.
- Evite películas refletivas.
- Confira se existe a chancela exigida nos vidros aplicáveis.
- Evite películas excessivamente escuras nos vidros dianteiros.
- Substitua películas com bolhas ou descolamento nas áreas críticas.
- Guarde as informações da película e da instalação, se fornecidas pela empresa.
Perguntas frequentes sobre insulfilm permitido por lei no carro
Qual o insulfilm permitido por lei no carro?
Nos vidros indispensáveis à dirigibilidade, como o para-brisa e os vidros laterais dianteiros, o conjunto vidro + película deve respeitar o mínimo de 70% de transmitância luminosa. Nos demais vidros, podem ser utilizados níveis inferiores, observadas as condições estabelecidas pela legislação.
G5 é permitido no carro?
A classificação G5, sozinha, não determina se a película está legal ou ilegal. É necessário considerar o vidro onde ela foi aplicada e a transmitância luminosa final do conjunto.
G20 pode ser usado nos vidros dianteiros?
A película só poderá ser utilizada nos vidros dianteiros se o conjunto vidro + película atender ao limite de transmitância luminosa exigido para as áreas indispensáveis à dirigibilidade. O nome comercial G20, por si só, não garante a regularidade.
Posso colocar película muito escura nos vidros traseiros?
Os vidros que não interferem nas áreas indispensáveis à dirigibilidade podem ter transmitância inferior a 70%, desde que sejam atendidas as condições previstas na legislação, incluindo a existência de espelhos retrovisores externos dos dois lados.
Insulfilm espelhado é permitido?
Não. A aplicação de películas refletivas nas áreas envidraçadas dos veículos é proibida pela regulamentação.
Insulfilm no para-brisa é permitido?
Sim, desde que sejam respeitadas as exigências legais e o limite mínimo de transmitância luminosa de 70% para o conjunto vidro + película na área indispensável à dirigibilidade.
Como saber se meu insulfilm está dentro da lei?
A forma mais segura é verificar a identificação exigida e, quando necessário, realizar a medição da transmitância luminosa do conjunto vidro + película com equipamento apropriado.
Conclusão
Saber qual é o insulfilm permitido por lei no carro é fundamental antes de instalar ou trocar a película dos vidros.
A principal regra que o motorista deve lembrar é que o para-brisa e os vidros laterais dianteiros indispensáveis à dirigibilidade precisam respeitar o mínimo de 70% de transmitância luminosa.
Nos demais vidros, a legislação permite transmitância inferior a 70% quando são atendidas as condições previstas na regulamentação, incluindo a existência de retrovisores externos dos dois lados do veículo.
Também é importante lembrar que as classificações G5, G20, G35 e G50 são referências comerciais e não devem ser utilizadas isoladamente para determinar se uma película está dentro da lei.
Além da transparência, o motorista precisa prestar atenção à utilização de películas não refletivas, à chancela exigida e à ausência de bolhas nas áreas críticas de visão.
Portanto, se você pretende colocar insulfilm no carro, procure uma empresa especializada e peça informações sobre a transmitância final do conjunto vidro + película. Dessa forma, é possível melhorar o conforto, reduzir o calor e aumentar a privacidade sem comprometer a segurança ou correr riscos desnecessários durante uma fiscalização.
Importante: as regras de trânsito podem sofrer alterações. Para situações específicas de fiscalização ou regularização, consulte a regulamentação vigente do CONTRAN e dos órgãos de trânsito.
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